quarta-feira, 25 de julho de 2012

POESIA: SEM RÓTULOS



Escrevo para não ser lido, confesso
Falo para não ser entendido, disperso
Vejo para não ser reconhecido, disfarço
Ouço para não ser enganado, é fato

Idéias perdidas
Canções esquecidas
Retratos rasgados
Telefone, desligado

Portas fechadas
Distancia sensata
Horizonte perdido
Dias de consolação

Paraiso do Inferno
Gravata que não combinou com o terno
Imposição dos princípios modernos
Que não deixou o diferente surgir...

Salve a novidade
Sem demagogias
Salve a novidade
Sem as opressões
Salve a novidade
Sem alarde
Salve a novidade
Sem a depressão

Que o novo possa surgir quando achar necessário!

Sem rótulos!


Fabricio Lopes

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Um comentário:

Ornella Rodrigues disse...

Muito prazer poeta! :)